DIA DA INDÚSTRIA 2017 – Discurso do presidente Beto Studart

beto_discursoDona Consuelo Dias Branco, minha amiga Consuelo, que muito nos honra com a sua presença, enalteço a história exemplar do nosso amigo Ivens Dias Branco e em seu nome saúdo todas as mulheres aqui presentes.

 

Meu amigo Governador Camilo Santana e Primeira Dama Onélia Santana, em nome de quem saúdo todas as autoridades presentes a esta solenidade,

 

Deputado Zezinho Albuquerque, nosso amigo, presidente da Assembléia Legislativa do Ceará,

 

Amigo Salmito Filho, presidente da Câmara Municipal de Fortaleza,

Presidente Francisco Gadelha, amigo camarada e companheiro da Confederação Nacional das Indústrias, aqui representando o presidente Robson Andrade, agradecendo sua presença, cumprimento todos os presidentes e representantes de entidades classistas que engrandecem a nossa festa,

Amigo Carlos Prado,

Amigo Everardo Teles,

Amigo Carlos Gama,

 

Élcio Batista, meu amigo, Chefe de Gabinete do Governador do Ceará, em nome de quem saúdo todos os secretários amigos da nossa Federação.

 

Meu grande amigo Ricardo Cavalcante, em seu nome quero saudar todos os companheiros da Federação das Indústrias.

 

Meu amigo e primo Fernando Cirino, nosso líder, em seu nome cumprimento todos os empresários aqui presentes.

Meus amigos,

Boa noite.
A solenidade de comemoração ao Dia da Indústria é um evento consolidado no calendário anual do Ceará. Há décadas, fazemos desta uma oportunidade de homenagens e confraternização entre industriais, empresários, executivos, parceiros do setor produtivo, companheiros das instituições de classe, representantes do setor público.

 

A Festa da Indústria é, também, um momento em que fazemos ecoar o nosso pensamento acerca das conjunturas do Ceará, do Brasil e do Mundo que afetam diretamente a todos nós.

 

É com orgulho e grande responsabilidade, portanto, que hoje conduzo, pela “terceira vez como presidente da FIEC”, este encontro.

 

Nesta noite, teremos a renovada alegria de reverenciar, com a mais alta comenda da Federação, três personalidades da economia brasileira, e testemunhar a entrega da Ordem do Mérito Industrial ao governador Camilo Santana, outorgada pela Confederação Nacional das Indústrias.
Com estas homenagens, aproveitamos para disseminar os exemplos de tenacidade e crença nos valores que fortalecem a iniciativa privada como instrumento para o desenvolvimento da economia e da sociedade.

 

Meus amigos,
É impressionante como a cada dia na FIEC aprendo na convivência com os mais novos e com os mais experientes, na solução de problemas, onde nos deparamos com situações as mais diversas.
Reforço a todos os meus pares que essa convivência tem servido como escola da qual levarei os ensinamentos para o resto da vida e me orgulho de deixar o legado da transformação como conceito.
Conviver, por exemplo, com um Carlos Prado, homem de elegância no trato pessoal que se estende à sua capacidade de análise sobre os mais profundos temas, é muito gratificante.

Conversar com este paulista, que há mais de 40 anos adotou o Ceará e se tornou um dos maiores empresários do agronegócio brasileiro, é ter a certeza de que dessa troca vai sair uma luz capaz de nos iluminar pelos caminhos mais difíceis que apareçam à nossa frente. Essa Medalha, amigo Carlos, é o reconhecimento da FIEC e de todo o Ceará por ter entre nós um homem da sua estirpe e categoria impar.

Everardo Telles.

Um homem dedicado ao campo, trabalhador inveterado, sempre atento ao que existe de mais moderno em termos de tecnologia, razão de sua alta performance industrial, você é uma referência para todos nós, amigo.

Inovador, seguiu à risca as lições de seu avô e de seu pai, Paulo Telles, responsável por muitas inovações no processo produtivo da aguardente, ainda na nas primeiras décadas do século passado. O Everardo é daquelas pessoas que se supera em tudo que faz. Não admite mesmice e está sempre procurando se antecipar nos negócios, que se renovam em uma história de mais de 150 anos. Receba essa Medalha como gratidão e respeito da FIEC por tudo que você tem feito em prol da divulgação do Ceará pelo mundo.

Gama, meu amigo.

Sei o quanto você foi importante nos oito anos da gestão Roberto Macêdo na FIEC, pelo afinco com que se dedicava às discussões e fazia contribuições precisas e sensatas.
Como todos sabemos, o Gama é homem voltado ao saber, e empresário de extrema responsabilidade, que nos oferece exemplo de como o conhecimento é forte aliado dos negócios. Conferir a Medalha do Mérito Industrial é uma maneira de reconhecer sua trajetória de sucesso.
Camilo Santana.

Admirável pelo estilo bem particular de ouvir e debater os assuntos de interesse do nosso estado. Camilo é daqueles que não se prendem à liturgia do cargo. Sua superioridade se traduz por gestos, ações e na relação diária com todos que o buscam, sem interferências ou obstáculos.
Mas eu também o tenho como amigo, amizade fortalecida por conhecê-lo desde muito jovem e por sua nobre origem, de pai e mãe, Eudoro e Emengarda Santana, que estão aqui presentes para o prestígio desta solenidade. A FIEC se sente honrada em tê-lo como homenageado da Confederação Nacional da Indústria.

Amigos,

O dia festivo de hoje exige visão alargada em relação aos acontecimentos que atormentam o país. Há um ano estivemos neste mesmo palco comemorando a data máxima da indústria e cheguei a pontuar à época que a economia brasileira havia atingido o fundo do poço.
Vivíamos um momento de inflexão do cenário negativo.
Prognostiquei, em meu discurso, que em meados de 2017 deveríamos estar voltando à normalidade com a retomada da confiança pelos empreendedores nacionais e internacionais.
Aquela previsão se baseava em medidas como o reconhecimento do déficit público de R$ 170,5 bilhões e a aprovação pelo Congresso Nacional do teto das despesas públicas, gestos inequívocos para demonstrar à sociedade e para a comunidade internacional que nossa dívida não seria ampliada.
Nos animava a segurança com que a equipe econômica do atual governo tinha a verdadeira dimensão do que precisava ser feito; não apenas do que a sociedade desejava, mas sobretudo do que o Brasil precisava.
O discurso não se omitiu, todavia, em considerar riscos nessa trajetória, em vista do conturbado ambiente político no qual o país estava inserido.
Ainda nos recuperávamos de um processo de afastamento presidencial, que por sua gênese, é traumático, apesar de ter se dado em perfeita normalidade democrática, mostrando o vigor de nossas instituições.
Tínhamos a exata noção de que as coisas não aconteceriam de um dia para o outro, apesar de vermos indicadores claros da mudança. Sugeria naquele instante ser necessário paciência e atenção para retomarmos o processo de recuperação do país.
De fato, hoje podemos dizer que a economia brasileira respondeu às medidas, e dá sinais de recuperação, como bem atesta a prévia do Produto Interno Bruto, PIB, calculado pelo Banco Central, que nos proporcionou o melhor trimestre dos últimos anos.

A inflação e a taxa de juros caíram e a tendência era de que se mantivessem em linha descendente. Ótimo!

 

Para a consolidação da perspectiva de melhora, alguns fatores se faziam necessários: a estabilidade política e o andamento das votações no Congresso Nacional das reformas trabalhista e previdenciária.

 

O caminho vinha sendo trilhado satisfatoriamente, até que a politica, a velha política, voltou a tomar a cena da economia, trazendo de volta o fantasma dos momentos dolorosos que o Brasil havia acabado de vivenciar.
Nesses anos à frente da Federação concluí que o peso de uma entidade como a nossa é proporcional às posições que tomam seus dirigentes.

Ao mesmo tempo, aprendi na minha história de vida como empresário, que o melhor para o Brasil é quando sua economia oferece oportunidades de trabalho e poder de consumo a todos.

 

A indústria brasileira e a FIEC não fugiram, e jamais fugirão de suas responsabilidades quando o foco for o país. Estaremos sempre afiados para combater aqueles que desprezam a ética na dinâmica da democracia e escorregam nas condutas exigidas entre agentes públicos e privados.
O país está mergulhado em uma grave crise política, mas vamos seguir reagindo, porque a economia não pode estar permanentemente a reboque da política que insiste em criar amarras ao desenvolvimento.
Continuamos defendendo firmemente as reformas que estão em tramitação no Congresso Nacional. É preciso dar continuidade ao rumo que foi traçado sob pena de comprometermos a trajetória da recuperação e cairmos no precipício de uma longa recessão.
Nós, empresários, temos consciência do momento delicado. Mas não faz parte da nossa origem o “quanto pior melhor”, nem nos sentimos diante de uma escolha de Sofia.
Se há escolha a ser feita, essa é em favor do Brasil. Fazer essa opção é também expor nossa indignação diante deste estado de coisas.
“Longe de nós a intenção de invadir o ambiente político. Esta não é nossa intenção.”
Mas temos a dimensão exata da nossa representatividade e precisamos exercer nosso poder de influência para mudarmos o atual quadro que nos aflige.
Precisamos, amigos, restaurar a postura de dignidade do Brasil e sair da defensiva imposta por esse cenário de embaraço nacional em que nos colocaram.
Desejamos ser representados por “abnegados”, desprendidos de interesses escusos, com visão de estadista. Esse é o conceito de política ao qual nos associamos.

Nosso ambiente é o do trabalho, da produção, do oferecimento de bens e serviços que resultem em satisfação para a população. Não nos engrandece o ambiente em que jogaram o país, onde os termos mais presentes são “incerteza” e “vergonha”.
Precisamos nos libertar das correntes pesadas da recessão, da mediocridade política e econômica, do jogo rasteiro de interesses pessoais. Vamos continuar com nossas energias voltadas para competitividade, gestão, empreendedorismo, inovação e crescimento.
Palavras que sempre fizeram parte do nosso jargão e que estão perdendo espaço nesse cabedal de fatos que nos assustam e deixa perplexa a Nação.
Nesse momento, estamos a exigir grandeza. Grandeza em benefício maior do país. Grandeza para superarmos as dificuldades com serenidade.
Mais do que esperança, temos confiança de que o desfecho para o atual momento será breve e em obediência à Constituição.
Por outro lado, esse desfecho não pode prescindir de pessoas que, acima de inclinações políticas ou ideológicas, se apresentem com credibilidade e forças necessárias para dar continuidade às mudanças que darão um novo rumo ao nosso país.
A FIEC entende que a instabilidade política que teima em permanecer, faz parte de um processo de amadurecimento de nossa democracia representativa.

Processo doloroso, mas necessário para a depuração dos nossos valores que foram postergados, e que mancham a nossa história enquanto Nação.

Amigos, sou otimista por natureza, e apesar desses momentos pelos quais o país atravessa, continuo acreditando firmemente que sairemos mais fortalecidos.
Quando vejo exemplos no empresariado como Carlos Prado, Everardo Telles e Carlos Gama, reforço a certeza de que somos fortes e que superaremos as dificuldades que nos são impostas.
Ao mesmo tempo, na figura do governador Camilo, vejo que podemos apostar em uma política moderna para a construção de um estado promissor.

Que sejamos vanguarda das novas práticas!
Se é nas crises que se revelam as virtudes, conclamo a todos a que assumam seus papéis como protagonistas e façamos desse país a potência que queremos que ele seja.
Boa noite, um forte abraço para todos os empresários e companheiros aqui presentes.

 

BETO STUDART.

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