Arquivo

Posts Tagged ‘China’

China e Brasil tem autonomia contra a crise

Comentários desativados em China e Brasil tem autonomia contra a crise

China e Brasil tem autonomia contra a crise
China, Índia e Brasil compõem o seleto grupo de países emergentes com autonomia para enfrentar a crise financeira global. A avaliação foi feita hoje pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

“São as economias com maior mercado interno e menor dependência do comércio internacional, que têm capacidade de aumentar a demanda interna privada e pública e que podem estruturar financiamentos domésticos para substituir o crédito externo”, afirmou ele, em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). A Rússia, país que poderia completar o grupo, enfrenta dificuldades no câmbio, o que reduz a capacidade de reação, avalia Coutinho.

Sobre o Brasil, um dos aspectos destacados por Coutinho é a solidez do sistema financeiro nacional. Mesmo com a crise financeira e o problema enfrentado por alguns setores, os bancos têm apresentado números positivos no País e sem risco aparente de contaminar a economia. Essa situação confortável, segundo Coutinho, foi gerada pela pequena exposição dos bancos a operações mais arriscadas. “Nosso sistema financeiro tinha na dívida pública uma alternativa tão segura, tão segura, que isso acabou preservando os bancos”, afirmou.

O presidente do BNDES também lembrou que o Brasil possui atualmente cerca de US$ 200 bilhões nas reservas internacionais, o que dá segurança no front externo, e conta com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que, a despeito da crise, mantém os investimentos em infraestrutura. “Também temos capacidade anticíclica no lado fiscal e, principalmente, no lado monetário”, disse ele.

Sobre a política monetária, o presidente do BNDES disse que o “mix entre câmbio e juros é muito melhor do que tínhamos antes da crise”. “E muito provavelmente será muito melhor em alguns meses”, completou, ao ressaltar que não estava fazendo qualquer prognóstico para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece na semana que vem. “O que ocorre é que há espaço expressivo para a queda dos juros porque há tendência fortemente deflacionária”, disse.

”Crise gravíssima”

Coutinho afirmou ainda que soa como “algo irreal” a avaliação de que a economia mundial poderá começar a se recuperar no segundo semestre de 2009. “Essa é uma crise gravíssima e que se estenderá por três ou quatro anos. Teremos um longo período de estagnação. Não parece crível que poderemos ter uma recuperação no 2º semestre. Isso me parece muito irrealista”, disse Coutinho, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

“Como estudioso de História, acredito que essa crise se prolongará com crescimento negativo mundial, principalmente nas economias desenvolvidas, em 2009 e 2010. Depois, teremos taxas de crescimento muito baixas”, afirmou. “Estamos vendo os primeiros capítulos de uma grande e longa crise.”

Para o economista, “inovações financeiras” que potencializaram a alavancagem no crédito foram as principais responsáveis pela crise financeira que nasceu nos Estados Unidos.

newsletter, Notícias