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Archive for março, 2009

J. Hogan | Preços: ponto mais que estratégico

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Lucratividade 2009


O momento econômico atual guarda desafios e oportunidades para as empresas, mas John Hogan aponta que é preciso ter cuidado para não cair em uma guerra de preços destrutiva para o segmento de atuação.

Leia mais: Clientes diferentes, estratégias diferentes

A época que estamos vivenciando tem tudo para entrar para a história como um momento de mudanças na maneira de fazer negócios. Para John Hogan, sócio-diretor do Monitor Group, isso é claro como água, mas, enquanto tudo isso não for coisa do passado, é preciso que as empresas se posicionem de maneira cautelosa, especialmente no que diz respeito à estratégia de precificação de seus produtos e serviços.

Classificando a recessão global de diferente de tudo o que já foi vivido antes pelo mundo e depositando grande confiança na força de países como Brasil, Índia e China para ajudar a recuperar o mundo, Hogan explica que, embora difícil, agora é o momento ideal para transformar uma praga em uma boa oportunidade.  Ele dividiu a crise em três partes:
• a descida (nesta fase ocorrem 75% das guerras de preço);
• o fundo do poço (ainda não está claro se a recessão atual já está ou passou por essa fase) e
• a virada do mercado, quando a reação fica efetiva.

Em cada uma dessas etapas, as empresas precisam ter atitudes conscientes e centradas. “Logo no começo é preciso assumir o controle do sistema de preços. Os clientes passam a se preocupar mais com o dinheiro, com preços absolutos e, por vezes, saem do mercado, gerando uma concorrência mais acirrada”, afirma, explicando que é essa é a hora mais perigosa de entrar em guerras de preços destrutivas.

É natural que se pense na redução de preços para recuperar volume de vendas. Mas nem sempre isso funciona bem. O palestrante cita o exemplo de três cadeias de varejo norte-americanas que entraram nesta espiral: a Costco, conhecida por oferecer baixos preços, diminuiu os valores cobrados por produtos alimentícios como leite e manteiga. Logo depois, o Wal-Mart, gigante que detém grande fatia do mercado de armazém, baixou o preço de mais de 300 produtos em até 25%, uma atitude até então inédita por sua agressividade. Então, outra rede, o Safeway, embarcou na guerra de preços. Após algumas semanas, a Costco, que vende por meio de cartões de associado, viu o seu número de associados diminuir, já que outras redes vendem pelo mesmo preço sem cobrar taxas.

O que Hogan prega, porém, não é que as empresas se agarrem ao que é seguro, mas que busquem caminhos alternativos para trabalhar com preços. Ele cita o caso dos computadores Acer, que oferecem menos funções que um notebook ou PC comum, mas que encontraram uma maneira de atingir um consumidor que quer gastar menos e que acabou descobrindo um novo produto que atende grande parte de suas necessidades. Ou seja, pode se tornar fiel no futuro.

Em outra área, a Virgin Atlantic, companhia aérea que voa entre Europa e EUA, baixou em 40% seus preços com o intuito de atrair pessoas que antes não escolheriam a empresa. “Claro que eles irão subir os preços depois, mas isso dá a eles oportunidade de mostrar que têm aviões mais modernos que os das suas concorrentes e, com isso, aumentar sua base de clientes.”

Sem mexer em preços, a Hyundai também teve uma estratégia bem-sucedida: identificou que as vendas caíram muito mais por conta do temor dos norte-americanos em perder o emprego do que pelo desemprego em si e criou uma espécie de garantia ao comprador. Se ele perder o emprego no prazo de 12 meses após comprar o veículo, ele pode devolver o carro sem sofrer consequências por isso. As vendas da marca aumentaram 37% neste primeiro trimestre de 2009.

Hogan alerta que mesmo as medidas que se mostrarem bem-sucedidas durante a crise não significam necessariamente a fidelização desse novo cliente. Mas que é preciso vencer a tendência de procurar apenas um lugar seguro e esperar a tormenta passar e se arriscar. “Se tomar essa rota, a empresa irá se arrepender disso daqui cinco anos, pois teve oportunidade de fazer algo importante e mudar sua posição no mercado e não fez. Só não vale depositar todas as fichas no preço. Ele não é um grande martelo que vai resolver tudo”, finalizou.

HSM Online
25/03/2009

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Varejo volta a fazer pedidos firmes à indústria

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Samantha Maia, César Felício e Carolina Mandl, de São Paulo, Belo Horizonte e Recife
30/03/2009

O varejo de bens duráveis voltou a fazer encomendas mais expressivas à indústria em março e espera que as vendas deste mês sejam superiores às de igual período do ano passado ou, no mínimo, que repitam aquele mês. Os planos são de crescimento em meio a uma atitude ainda bastante cautelosa quanto a prazos e forma de pagamento. A razão é a inadimplência que, para algumas redes, já cresceu e pode afetar vendas futuras. Se o risco de calote aumentou em alguns lugares, em outros (especialmente no Nordeste e regiões de menor renda), o impacto positivo do aumento de 12% no salário mínimo já chegou às lojas.

Depois de enfrentar um mês de janeiro com queda nas vendas, a Lojas Maia comemora os resultados de fevereiro e março. De acordo com Marcelo Maia, diretor comercial da rede varejista que tem 144 lojas no Nordeste, o volume vendido em fevereiro deste ano se manteve igual ao do ano passado, e o de março está se equiparando também, mas pode até encerrar o mês com crescimento de 5%. “Parece que o fator psicológico era o maior motivo da retração das compras no Nordeste. Agora, a população está vendo que não é preciso seguir o comportamento dos consumidores no exterior”, avalia.

Para o executivo, a turbulência econômica também tem afetado menos as classes C e D – público-alvo da rede – , agora com a renda reforçada pelo aumento de 12% no salário mínimo. Além disso, ao notar que a inadimplência vem se mantendo nos mesmos patamares do ano passado, a Lojas Maia decidiu voltar a anunciar de forma mais intensa o parcelamento no cartão de crédito em 24 vezes. “Por um momento, paramos de divulgar o parcelamento, esperando resultados piores da crise”, diz Maia. Do lado das encomendas, o diretor afirma que já voltou a comprar seguindo o mesmo ritmo de 2008. “Na semana passada, eu negociei com os fornecedores as compras para o mês de maio e fiz tudo apostando em vendas 10% maiores no Dia das Mães”, diz o executivo.

O crescimento de 13% em janeiro exigiu que a Lojas Cem repusesse estoques já no primeiro mês do ano. “Temos realizado encomendas semanais, de acordo com o que é vendido, então nossas compras têm sido similares ao crescimento das nossas vendas”, diz Valdemir Colleone, supervisor geral das Lojas Cem.

Em março, Colleone estima que o faturamento crescerá 15%, levando a rede a um faturamento 9% maior no primeiro trimestre. “A impressão é que a expectativa de que a crise não ia chegar no nosso ramo, por enquanto, se confirmou”, diz. Segundo ele, o varejo só deve sofrer caso o desemprego aumente muito. A rede teve resultado negativo apenas em fevereiro, quando o faturamento caiu 1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Colleone credita a queda ao Carnaval, que caiu no fim do mês, segurando a retomada das vendas.

A varejista baiana Lê Biscuit vai fechar o faturamento de março com crescimento de 25% sobre 2008, e de 19% no trimestre. O bom resultado, porém, não é comemorado pela empresa, pois reflete a entrada de duas novas lojas a partir de maio e de dezembro do ano passado. “Se considerar apenas as lojas já existentes de janeiro a março de 2008, as vendas foram iguais às do ano passado”, diz o diretor-presidente da rede Álvaro Sant’Anna. O encarecimento do crédito e as incertezas sobre a crise econômica trouxeram cautela em relação às encomendas. “Estamos adotando uma postura conservadora, trabalhando com menos estoques para ficar com mais caixa, pois o financiamento está difícil”, diz ele.

Em janeiro, para fazer o ajuste do estoque não vendido no fim de ano, a Lê Biscuit investiu em redução de preços e aumento de parcelas. Agora, Sant’Anna diz que o parcelamento deve voltar a no máximo seis meses. “O crédito está mais caro, e por uma questão de custo não vamos trabalhar com mais que seis parcelas.” A Lê Biscuit vende brinquedos, produtos para casa, papelaria e artesanato.

Segundo levantamento feito pela Associação Comercial de Minas Gerais, 100% dos pesquisados afirmaram não ter observado crescimento de vendas nos dois primeiros meses deste ano, em comparação com o último bimestre do ano. De acordo com a diretora do Conselho de Economia da entidade, Claudia Volpini, o setor que menos sentiu a queda foi o da venda de eletrodomésticos, Ainda assim as tradicionais liquidações de estoque do mês de janeiro se prolongaram para o mês seguinte, o que é pouco usual”, comentou.

Em processo de forte expansão para fora de Minas Gerais, a Ricardo Eletro, maior rede varejista deste setor com sede em Minas, foge da unanimidade detectada pela Associação Comercial local. Segundo Rodrigo Nunes, vice-presidente da empresa, as vendas deverão registrar alta de 5% em março, em comparação com o mesmo mês do ano passado, depois de um fevereiro em que as vendas ficaram estagnadas, com crescimento próximo a zero ante fevereiro de 2008. Em janeiro, quando a Ricardo Eletro tradicionalmente faz liquidação de estoques, houve um crescimento de 8% em relação ao observado um ano antes.

“A inadimplência é um fator crítico, mas que tem sido compensado pela expansão de rede física”, disse Nunes. Em fevereiro, o índice de inadimplência na Ricardo Eletro atingiu 13%, com um atraso médio de 120 dias. No ano de 2008, a média de inadimplência foi de 9%. A empresa não alterou suas condições de venda, mantendo a mesma taxa de juros e os mesmos prazos. “O que está havendo é mais rigor na aprovação do crédito e um fortalecimento das nossas vendas por cartões de crédito, que não têm inadimplência”, afirmou.

A empresa faturou no ano passado R$ 1,8 bilhão, o que representou 25% a mais do que o observado em 2007, graças à expansão física da rede. Em 2008, vinte e seis lojas se somaram às 209 já existentes. Este ano, outras 25 devem ser abertas no Rio de Janeiro. Este processo de expansão garante um crescimento das encomendas da rede a fornecedores da ordem de 5% ao mês, segundo Nunes. “Nossa estocagem é para 55 dias e este prazo não tem sido alterado. Neste momento, estamos formando o estoque para o dia das Mães”, disse.

A crise não espantou o público dos shoppings. Segundo Luis Augusto da Silva, diretor da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), as vendas do primeiro trimestre serão maiores que a do mesmo período do ano passado. Em janeiro, o movimento nos shoppings cresceu 10%, em fevereiro, 9%, e em março é esperado um resultado ainda melhor. “Pelo que conversamos com os associados, há uma certa cautela com as encomendas, mas as vendas estão boas, ainda mais considerando que as perspectivas para o começo desse ano era tenebrosas”, diz.

Outro dado positivo apareceu na pesquisa feita pela Serasa Experian, um novo indicador que mede a atividade no comércio varejista pelo número e consultas ao sistema. O indicador apontou alta de 4,5% no primeiro bimestre, puxado por eletrodomésticos e veículos. Levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostra um cenário menos positivo. Em fevereiro houve uma queda de 12,8% nas consultas aos Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e de 5,5% nas consultas ao SCPC/Cheque sobre 2008.

O mês de março veio melhor, mas ainda com queda em relação a 2008. As consultas ao SCPC na primeira quinzena deste mês pela média diária mostraram redução de 5,8% sobre março do ano passado, enquanto as consultas ao SCPC/Cheque aumentaram 2,5%. Sobre fevereiro, os resultados foram positivos, com alta de 2,2% no SCPC e de 5,2% no SCPC/Cheque.

A diferença entre o levantamento da ACSP e os resultados dos lojistas pode estar na mudança de perfil de pagamento. As consultas ao SCPC são indicadores de vendas à vista com cheque e a prazo, mas o cartão de crédito é muito representativo mesmo nas redes que usam o tradicional carnê. “É possível acreditar que as vendas têm crescido mais do que as consultas porque o cartão de crédito tem diminuído o uso de carnês e cheques”, diz Colleone, da Lojas Cem.

A rede de vestuário e artigos para cama, mesa e banho Leader manteve o ritmo de encomendas à indústria, após liquidar os estoques em fevereiro, quando concedeu descontos de até 60%. A rede fluminense, com 44 lojas em sete estados do Sudeste e Nordeste, não alterou as formas de pagamento e, a partir deste mês, passou a oferecer a possibilidade de pagar a compra em até cem dias. Com os fornecedores, os prazos também foram mantidos, mas a rede investiu em negociações para baixar o custo dos produtos. (Colaborou Ana Paula Grabois, do Rio)

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Brasileiros passam mais tempo na web

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Brasileiros passam mais tempo na web

Pesquisa afirma que os brasileiros passam três vezes mais tempo por semana conectados à Internet do que assistindo à televisão.

Uma pesquisa realizada pela Deloitte e divulgada nesta sexta-feira afirma que os brasileiros passam três vezes mais tempo por semana conectados à internet do que assistindo à televisão.

O estudo “O Futuro da Mídia” está na terceira edição, mas esta foi a primeira em que o Brasil foi inserido entre os outros países pesquisados: Estados Unidos, Japão, Alemanha e Grã-Bretanha. Dos 9 mil entrevistados, 1.022 eram brasileiros.

De acordo com a pesquisa, os consumidores brasileiros gastam, atualmente, 82 horas por semana utilizando diversos tipos de mídia e de entretenimentos tecnológicos, como o celular. Para a maioria dos consumidores, o computador superou a televisão em termos de entretenimento.

A maior parcela dos participantes (81 por cento) apontou o computador como o meio de entretenimento mais importante em relação à TV. Entre os ouvidos, 58 por cento disseram que videogames, jogos no computador e online são importantes fonte de diversão.

Metade dos entrevistados está atenta aos lançamentos tecnológicos e tentam adquirir rapidamente esses equipamentos. Além disso, 47 por cento dos pesquisados usam o celular como um dispositivo de entretenimento.

O levantamento ouviu pessoas com entre 14 e 75 anos de idade.

A faixa etária de 26 a 42 anos é a mais envolvida com atividades interativas na Internet, como assistir a programas de TV ou usar o computador para chamadas telefônicas.

Em todas as faixas de idade, a atividade mais realizada na Internet é a criação de conteúdos pessoais para serem acessados por outras pessoas, como Web sites, fotos, vídeos, músicas e blogs, diz o estudo.

Disposto a pagar mais

Outro dado detectado pela pesquisa da Deloitte foi que os brasileiros se sentem limitados na Internet pela velocidade de sua conexão.

Por isso, 85 por cento dos ouvidos afirmaram estar dispostos a pagar mais para ter conexões mais velozes. As pessoas da faixa etária acima de 43 anos são as mais dispostas a pagar mais caro por mais velocidade.

Entre todos os entrevistados, 92 por cento possuem celular. Entre os aplicativos deste tipo de aparelho, as mensagens de texto são as mais utilizadas (92 por cento), seguidas da câmera digital (78 por cento), jogos (67 por cento) e a câmera de vídeo (62 por cento).

Por Taís Fuoco
Fonte: Reuters
27/03/2009

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Pirelli fecha acordo de redução de jornada e salários

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Pirelli fecha acordo de redução de jornada e salários

GUSTAVO URIBE – Agencia Estado

SÃO PAULO – Os 2,3 mil funcionários da Pirelli Pneus em Santo André, no ABC paulista, aprovaram ontem à noite acordo firmado com o Sindicato dos Borracheiros de São Paulo para evitar mais demissões na empresa. Na última sexta-feira, 11 funcionários foram dispensados em decorrência, segundo a empresa, dos altos estoques, o que deflagrou uma greve que durou até a noite de ontem. O acordo reduz por dois meses (abril e maio) a jornada de trabalho em 14% e os salários em 10%. Para compensar a queda nas remunerações, a Pirelli vai antecipar a segunda parcela do décimo terceiro salário. De acordo com o presidente do sindicato, Teresinho Martins da Rocha, a resolução também garante quatro meses de estabilidade aos funcionários.

“Até julho, haverá estabilidade de emprego em tempos de crise. Entretanto, caso os reflexos da recessão continuem, teremos de sentar com os diretores e negociar novamente”, antecipa.

O sindicalista comemorou o acordo, melhor que a proposta inicial da empresa de redução de 20% da jornada e 11% nos salários. De acordo com Rocha, as negociações de readmissão de quatro dos onze demitidos não acabaram. “Esperamos resolver esse problema até o fim desta semana”, afirmou.

Mercado de pneus

A Pirelli não é a única no setor de pneus afetada pela crise financeira internacional. Na semana passada, a Bridgestone Firestone fechou acordo com o Sindicato dos Borracheiros para a aprovação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV). Os estoques de pneus também estão elevados e a empresa acredita que pelo menos 10% dos 3,3 mil funcionários devem aderir ao programa. De acordo com o sindicato, o PDV aberto pela Bridgestone deve terminar amanhã.

Na Pneus Continental, a produção baixou de 16 milhões em 2007 para 13 milhões em 2008, o que levou a empresa a propor aos trabalhadores uma redução da jornada de trabalho. A sugestão já foi rejeitada pelos funcionários, que pretendem apresentar contraproposta.

De acordo com estudo divulgado pela consultoria Lafis, especializada em análises setoriais, no ano passado o mercado de pneus cresceu em torno de 3,8%, abaixo da expansão de 5% que o mercado vinha apresentando desde 2004. Para 2009, a expectativa é de crescimento ainda menor: 2,8%. Segundo o estudo, a concorrência com o mercado internacional e a baixa demanda pelo produto em decorrência da queda da produção de veículos são os principais fatores para a retração do mercado.

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Airbag pode se tornar obrigatório a partir de 2014

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17/3/2009
Por Cadu Ramos

Com a aprovação da Câmara dos Deputados, em 18 de fevereiro, a partir de 2014 o air-bag dianteiro pode se tornar item obrigatório em todos os veículos novos fabricados no Brasil ou importados para uso no território nacional. A implementação da lei será progressiva e acontecerá a partir do quinto ano da regulamentação da medida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Embora a inclusão do dispositivo possa encarecer o custo dos veículos (conforme sugere a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) apoiou a decisão parlamentar, alegando que o cuidado com as vidas justifica a investimento a longo prazo.

De acordo com o dados do CESVI – Centro de Experimentação e Segurança Viária, se o item já fosse obrigatório desde 2001, teria evitado mais de 3.426 mortes no trânsito.
O que é o airbag
O airbag é um dispositivo constituído de pastilhas de nitrogênio (que são acionadas por uma descarga elétrica pela central eletrônica do carro) dentro de um balão de ar muito resistente, capaz de amortecer o impacto causado por colisões de qualquer natureza. O item é feito de um tecido fino de náilon, dobrado dentro do volante ou do painel do veículo, e inflado quando seu sensor detecta a força de uma colisão equivalente a um choque (que atinja uma velocidade de 16 a 24 km/h) contra uma parede de alvenaria. A função do airbag é zerar a velocidade entre o passageiro e o painel e só funciona se os ocupantes estiverem usando o cinto de três pontos e se mantiverem os assentos em uma distância ideal do volante (cerca de 25 cm).

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EMPREGO: Bridgestone abre PDV e estuda redução de jornada

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Transportes
17/03 – 20:18
SÃO PAULO, 17 de março de 2009 – A Bridgestone comunicou hoje que, após acordo com o Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo e Região, decidiu abrir um plano de demissão voluntária (PDV). A empresa afirmou que não descarta a redução de jornada de trabalho.

O prazo de adesão para o PDV é até a próxima terça-feira. O programa inclui o pagamento de 25% do salário por ano trabalhado, até o teto de 7,5 salários, além de assistência médica por seis meses.

“Estamos empenhados em encontrar soluções que preservem o maior número possível de empregos e, ao mesmo tempo, assegurem a sustentabilidade da empresa”, afirmou Simone Hosaka, diretora de recursos humanos da Bridgestone do Brasil em comunicado.

A Bridgestone emprega cerca de 3,3 mil funcionários em sua unidade de Santo André e, em meio à crise econômica internacional, já havia reduzido a produção aos finais de semana, concedendo férias a grupos de funcionários. Ainda assim, o estoque de pneus continua elevado.

Com sede em Tóquio, no Japão, a empresa é detentora da marca Firestone e emprega 134 mil funcionários no mundo, com operações em 26 países. No Brasil, produz pneus para todos os segmentos em suas fábricas de Santo André (SP) e de Camaçari (BA). (Redação – Agência JB Online)

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Gestão Adaptação em momentos de crise

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Gestão
Adaptação em momentos de crise

As atitudes pessimistas e desesperançadas podem aparentar um posicionamento realista. Mas, na verdade, podemos estar limitando a realidade.

Diante da incerteza, da instabilidade e da complexidade, não podemos ter uma atitude derrotista, porque aí, sim, estaremos perdidos de verdade. A atitude pessimista e desesperançada, que, muitas vezes, escolhemos, só tem uma verdadeira origem, ainda que não sejamos conscientes dela: é a ignorância profunda sobre as capacidades, os talentos e as forças que possuímos e que somente são acessíveis, quando temos a coragem de ir além da definição e da imagem que criamos sobre nós mesmos. É surpreendente o fato de que, quando dizemos que estamos simplesmente sendo realistas, o que, na verdade, estamos dizendo é que não estamos enfocando a nós mesmos nos limites da realidade, mas apenas nos limites que nossa própria mente define.

Da mesma maneira que inúmeras espécies tiveram que adaptar-se em momentos de crise, reinventando-se, estamos sendo chamados a nos reinventar. Por esse motivo, há partes que temos de deixar morrer, para que outras comecem, primeiro, a nascer e, depois, a desenvolver-se.

Em um momento de nossa história, diante da seca reinante e da desaparição das frutas e das folhas macias, nossa espécie original teve de deixar de pôr toda a sua ênfase em manter um enorme intestino, que lhe permitia digerir e absorver os vegetais, e começar a pôr muito mais ênfase em desenvolver uma parte de sua anatomia, até então pequena, que era seu cérebro. Para fazê-lo, teve de mudar sua dieta e começar a comer carne, cuja digestão precisa de um intestino mais curto. O ser humano se reinventou ao transformar-se de herbívoro em carnívoro.

Os pinguins imperadores vivem na Antártica, que é o lugar mais frio do planeta, com temperaturas que podem superar os 60 graus abaixo de zero. São aves e, portanto, o esperado é que possam voar. Parece que seu mundo natural são os céus e, no entanto, seu mundo natural é a profundidade do mar, onde mergulham para caçar os peixes que os alimentam. Em algum momento de sua história, a natureza lhes impôs umas circunstâncias extraordinariamente duras, com temperaturas tão baixas e com alimentos tão escassos, que eles tiveram que renunciar ao voo como parte de sua identidade anterior e aceitar a necessidade de desenvolver novas capacidades e de aprender outras habilidades. O resultado foi não apenas que sobreviveram a tudo, mas que também cresceram, progrediram e se multiplicaram.

Nós, os seres humanos, temos reações curiosas, porque, não raro, diante das circunstâncias que não nos agradam subjetivamente, em vez de as aceitarmos como um chamado à nossa reinvenção, tentamos ignorá-las, rechaçá-las ou, simplesmente, resignamo-nos e deixamo-nos arrastar como se deixaria levar uma vítima ao matadouro. É uma verdadeira lástima que utilizemos a potência de nosso cérebro para nos afundar, em vez de sairmos fortalecidos. Quando o que queremos é escapar da dor, evitar o sofrimento, nossa mente se posiciona em um lugar completamente diferente do que quando o que nos interessa é crescer e evoluir. Paradoxalmente, é quando focamos o segundo objetivo que nossas possibilidade de sobreviver no novo ambiente se tornam muito maiores.

Einstein disse que é na crise que aflora o melhor de cada um, porque é na crise que nascem a inventividade, as descobertas e as grandes estratégias. Também disse que a criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura, e que a única crise realmente ameaçadora é a tragédia de não querer lutar para superá-la.

Por Mario Alonso Puig (cirurgião geral, membro da New York Academy of Sciences e conferencista especializado em liderança, inovação e gestão de mudanças)
HSM Online
17/03/2009

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Bridgestone lança pneu para transporte urbano

18/3/2009
A Bridgestone do Brasil apresenta o novo pneu R155, desenvolvido para atender exigências severas no segmento de transporte urbano de cargas e passageiros. É o primeiro produto da linha Transporte lançado pela Bridgestone após a união com a Bandag, que resultou em um novo modelo de negócios na área de transporte, o BBTS – Bridgestone Bandag Tire Solutions.

“Estamos testando o R155 em nossa frota e já na primeira vida o produto mostrou excelentes resultados. A qualidade da carcaça e o reforço de talão ficam evidentes na primeira recapagem. Além disso, o R155 rodou 35% a mais do que o pneu usado anteriormente” – testemunhou Walter Ferrari Riva Júnior, consultor técnico da Viação Sambaíba, que faz o transporte urbano na região Norte de São Paulo.

O consultor tem sob seus cuidados uma frota de 1.270 ônibus, que percorrem 6,4 milhões de quilômetros por mês. “São oito mil pneus no chão”, alerta ele, que mantém 100% dos pneus da frota recapados com a tecnologia Bandag.

A Bridgestone Bandag Tire Solutions oferece soluções em pneus novos, recapagens e serviços exclusivos. Segundo a empresa, ela considera a melhoria das carcaças no desenvolvimento de produtos, pensando não só na venda do pneu, mas na recapagem. “É o foco na solução” – afirma Eduardo Cassador, gerente nacional de vendas de pneus de carga.

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Pedido de vista suspende julgamento sobre importação de pneus usados

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O julgamento que definirá se empresas brasileiras poderão ou não importar pneus usados de outros países foi interrompido no começo da noite desta quarta-feira (11), no Supremo Tribunal Federal (STF), por um pedido de vista do ministro Eros Grau.

A análise da ação protocolada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que contesta decisões judiciais que autorizam a importação dos pneus usados, foi suspensa com o placar de um voto a zero favorável ao veto a importação.

Eros Grau pediu vista “devido ao adiantado da hora”, após mais de quatro horas de julgamento. Ainda não há data prevista para o caso voltar a ser discutido.

Antes da interrupção do julgamento, advogados favoráveis e contrários à importação de pneus usados se manifestaram em plenário, assim como o advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e a ministra relatora do processo, Cármen Lúcia.

Em plenário, a ministra se posicionou favoravelmente à ação protocolada pelo presidente Lula. Para ela, uma atividade econômica não pode ser exercida em desarmonia com o meio ambiente. Porém, logo após o voto da relatora, o julgamento acabou suspenso.

Na ação, o presidente Lula defendeu que a importação de pneus usados fosse considerada inconstitucional, por gerar danos ambientais e riscos para a saúde pública.

O advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, lembrou em plenário que a Constituição Federal garante ao cidadão “o direito a saúde e o meio ambiente ecologicamente sustentável”. Com esses argumentos, ele afirmou que a importação dos pneus usados é inconstitucional. Ele acrescentou que o Brasil importou 10 milhões de pneus usados em 2005, 7,2 milhões, em 2006, e 7 milhões, em 2007.

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, orientou que os ministros votassem de forma contrária à importação e reforma de pneus usados. No parecer enviado ao STF, ele citou a Convenção da Basiléia, da qual o Brasil é signatário, e que menciona que “qualquer Estado tem o direito soberano de proibir a entrada ou depósito de resíduos perigosos e outros resíduos estrangeiros em seu território”.

O advogado da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus (ABR), Carlos Tagliari, por sua vez, contestou o governo. Ele levou a plenário a opinião dos empresários do setor de reforma de pneus, que defendem o direito da importação do produto para fins de recauchutagem.

Tagliari afirmou que a importação do produto preserva o meio ambiente, e não o prejudica, como prega o governo. Segundo ele, as empresas do segmento seguem uma norma que determina que a cada quatro pneus importados, cinco precisam ser eliminados do meio ambiente. “O argumento do governo é um contra-senso. Importando, o país preserva o meio ambiente e preserva 40 mil empregos”, disse.

A ministra Cármen Lúcia, no entanto, contestou o posiocionamento das empresas de recauchutagem. “É extremamente curioso o argumento das empresas em prol da importação. Eu fico sempre achando que a cada dia aprendo mais, porque me impressiona a generosidade de países que, tendo problemas ambientais, com passivo de 3 bilhões de pneus, resolve vender a preço de miséria para nossos tristes trópicos, exatamente algo que é tão bom, tanto para gerar empregos quanto para melhorar as condições ambientais”, ironizou.

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Mais tempo para a MP 449/08

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Mais tempo para a MP 449/08

Por causa do atraso na votação da aprovação pelo Congresso Nacional, a Medida Provisória 449/08 ganhou mais 60 dias de vigência. A decisão sobre a prorrogação — o Ato do Congresso Nacional 3, de 2009 — foi publicada nesta quinta-feira (5/3) no Diário Oficial da União, pelo presidente do Senado Federal, José Sarney. O prazo começa a ser contado no próximo dia 15.

Além de conceder perdão de dívidas fiscais e permitir o parcelamento de débitos em até 120 meses, a medida também criou o Regime Tributário de Transição (RTT), comemorado pelas empresas optantes do regime do lucro real. O RTT blinda provisoriamente as empresas dos impactos fiscais resultantes da Lei 11.638/07.

A lei obriga que essas companhias adequem suas contabilidades aos padrões internacionais. Outro ponto elogiado foi a permissão para que a prescrição dos tributos seja declarada já nas delegacias da Receita Federal, primeira instância administrativa onde os pedidos dos contribuintes são feitos. Assim, o reconhecimento é mais rápido, deixando de ter de ser analisado pelas instâncias superiores da Receita.

Por outro lado, a MP classificou os leasings como operações de crédito, o que fez incidir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas vendas feitas nessa modalidade, aumentanto a carga tributária. Também impediu o uso de declarações eletrônicas — como o Per/DComp — para se compensar débitos relativos ao pagamento mensal por estimativa do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das empresas, na apuração do lucro real. Isso dificultou a compensação dos tributos pagos a maior ou indevidamente, que agora só pode ser feita via formulários em papel.

Leia a íntegra do ato

Ato CN 3/09 – Ato CONGRESSO NACIONAL nº 3 de 04.03.2009

D.O.U.: 05.03.2009 (Prorroga a vigência da Medida Provisória nº 449, de 3 de dezembro de 2008, que “Altera a legislação tributária federal relativa ao parcelamento ordinário de débitos tributários, concede remissão nos casos em que especifica, institui regime tributário de transição, e dá outras providências”).

O PRESIDENTE DA MESA DO CONGRESSO NACIONAL, cumprindo o que dispõe o § 1º do art. 10 da Resolução nº 1, de 2002-CN, faz saber que, nos termos do § 7º do art. 62 da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001, a Medida Provisória nº 449, de 3 de dezembro de 2008, que “Altera a legislação tributária federal relativa ao parcelamento ordinário de débitos tributários, concede remissão nos casos em que especifica, institui regime tributário de transição, e dá outras providências”, terá sua vigência prorrogada pelo período de sessenta dias, a partir de 15 de março de 2009, tendo em vista que sua votação não foi encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional.

Fonte: Fenacon / Consultor Jurídico – Data: 06/03/2009

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