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Archive for fevereiro, 2009

Veículos da Nasa são equipados com pneus Michelin

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A Michelin irá fornecer uma roda para equipar a última geração de veículos lunares da Nasa e com esta inovação tecnológica permitirá manter a mobilidade em terrenos difíceis e condições extremas. Baseado no Michelin TWEEL®, o Michelin Lunar Wheel – fruto de uma parceria entre a Michelin, a Universidade de Clemson e a Milliken & Company – tem peso reduzido, com capacidade elevada, e 3,3 vezes mais eficiente do que os pneus Apollo Lunar Rover. Além disso, é capaz de manter flexibilidade e pressão constantes em contato com o solo, e permite que os veículos lunares enfrentem o piso arenoso e as crateras do solo lunar. A banda de rodagem têxtil do Michelin Lunar Wheel garante tração ao veículo mesmo em temperaturas muito baixas.

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Bridgestone divulga tipos de pneus para cinco primeiras corridas

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Gazeta Press

Fornecedora única de pneus para a Fórmula 1, a Bridgstone anunciou os tipos de compostos para as cinco primeiras etapas da temporada 2009. Tratam-se das etapas na Austrália, Malásia, China, Bahrein e Espanha.

Os pneus são os responsáveis por uma das maiores mudanças da categoria neste Mundial, já que os compostos lisos (slick) estarão de volta após 11 anos de ausência. Com isso, os pilotos terão maior aderência.

Apesar da grande mudança de composição, os pneus seguem sendo de quatro tipos: duro, médio, macio e super macio – dois destes tipos serão escolhidos pela Bridgestone para serem levados a cada prova. A diferenciação será feita através de duas marcas verdes.

“Os compostos deste ano não só variaram quanto a sua dureza, mas também em sua aixa de rendimento. Temos tentado colocar à disposição um tipo de pneu que esquenta mais rápido para que os pilotos tenham mais rendimento imediatamente e outro que seja mais consistente e com desempenho mais duradouro quando chegar à sua temperatura ideal”, comentou Hirohide Hamashima, diretor de desenvolvimento da Bridgestone.

Confira os tipos de pneus nas cinco primeiras provas de 2009:

GP da Austrália: super macio e médio

GP da Malásia: macio e duro

GP da China: super macio e médio

GP do Bahrein: super macio e médio

GP da Espanha: macio e duro

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Quem vai parar a dor?. Por Paul Krugman.

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Tradução: Deborah Weinberg. FONTE: UOL Jornais Internacionais (The New York Times) – 21 de fevereiro de 2009.

No início desta semana, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulgou as minutas das mais recentes reuniões de seu comitê de mercado -o grupo que estabelece a taxa de juros. A imprensa se concentrou em dois pontos: na piora do cenário de curto prazo e na adoção de uma meta de inflação de longo prazo de 2%.

Entretanto, minha atenção foi capturada pelo seguinte trecho assustador (sim, as coisas estão tão ruins que o resumo das deliberações do Fed pode atrapalhar o sono de uma pessoa): “Todos os participantes estimam que o desemprego continuará substancialmente acima de seu índice sustentável de longo prazo no final de 2011, mesmo na ausência de outros choques econômicos; alguns indicaram que serão necessários mais do que 5 ou 6 anos para a economia convergir para um caminho de longo prazo caracterizado por um índice sustentável de crescimento e de desemprego e uma taxa de inflação apropriada.”

Então o pessoal do Fed está preocupado com a mesma questão com a qual eu estou obcecado intimamente: o que poderá deter essa crise? Sem dúvida ela também passará – mas como e quando?

Para entender o problema, é preciso saber que esta não é a recessão que seu pai viveu. É a do seu avô, ou talvez até a do seu tataravô (como explicarei adiante).

A recessão do seu pai foi algo como a crise severa de 1981-1982. Aquela recessão foi, com efeito, uma criação deliberada do banco central, que elevou a taxa de juros até 17%, em um esforço para controlar a inflação desenfreada. Quando o Fed decidiu que tínhamos sofrido o suficiente, ele cedeu, e a economia rapidamente recobrou-se.

A recessão do seu avô, por outro lado, foi algo como a Grande Depressão, que aconteceu apesar dos esforços do Fed, e não por causa deles. Quando a bolha do mercado de ações e a expansão do crédito entraram em colapso, derrubando grande parte do sistema bancário com elas, o Fed tentou reanimar a economia com taxas de juros baixas – mas até mesmo taxas pouco acima de zero não foram baixas o suficiente para pôr fim a uma era prolongada de alto desemprego.

Agora, estamos no meio de uma crise que tem uma semelhança preocupante com o início da Depressão; as taxas de juros já estão perto de zero, e ainda assim a economia mergulha. Como e quando tudo isso terminará?

Com certeza, o governo Obama está tomando medidas para ajudar a economia, mas está tentando mitigar a queda, e não por fim a ela. O pacote de estímulo, segundo as próprias estimativas do governo, vai limitar o aumento do desemprego, mas não restaurará o pleno emprego. O plano de habitação anunciado nesta semana parece bom, no sentido de ajudar muitos proprietários, mas não vai gerar uma nova expansão imobiliária.

O que então de fato porá fim à crise?

Bem, a Grande Depressão eventualmente terminou, mas foi graças a uma guerra enorme, algo que preferimos não repetir. A crise que seguiu a “economia de bolha” do Japão também eventualmente terminou, mas apenas após uma década perdida. Quando o Japão finalmente começou a vivenciar um crescimento sólido, foi graças a um pico de exportação, que só foi possível devido ao crescimento vigoroso no resto do mundo – não é uma experiência que se pode repetir quando todo o mundo está em crise.

Então, a crise continuará para sempre? Não. De fato, as sementes da eventual recuperação já estão sendo plantadas.

Considere o número de imóveis entrando em construção, que caiu para seu mais baixo nível em 50 anos. É má notícia para o curto prazo. Significa que o gasto com construção vai cair ainda mais. Entretanto, também significa que a oferta de casas não está acompanhando o crescimento populacional, o que eventualmente levará a uma reanimação imobiliária.

Ou considere a queda na venda de automóveis. Novamente, é má notícia para o curto prazo. Entretanto, com as atuais vendas, como salienta o blog “Calculated Risk”, seriam necessários cerca de 27 anos para substituir o estoque existente de veículos. A maior parte dos carros estará velha muito antes disso, seja pelo uso ou por se tornarem obsoletos, então estamos construindo uma demanda reprimida para carros.

A mesma história pode ser contada para bens duráveis e ativos da economia: com o tempo, a atual crise vai terminar, como aconteceu no século 19. Como eu disse, talvez esta seja a recessão do seu tataravô. Entretanto, a recuperação pode demorar a chegar.

O paralelo mais próximo que eu consegui encontrar no século 19 para a atual crise foi a recessão que seguiu o Pânico de 1873. Aquela recessão eventualmente terminou sem qualquer intervenção do governo, mas durou mais do que cinco anos, e outra recessão prolongada surgiu três anos depois.

Você pode ver, então, por que alguns membros do Fed estão tão pessimistas.

Sejamos claros: as iniciativas do governo Obama vão ajudar neste período difícil – especialmente se o governo tiver a coragem de assumir os bancos fracos. Mas ainda assim eu me pergunto: quem vai parar a dor?

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CRISE JÁ ATINGE O MERCADO DE TRABALHO

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O mercado de trabalho brasileiro já começou a sofrer os impactos da crise, que deve acentuar ainda mais o fechamento de postos de trabalho nos próximos meses. Estimamos que a taxa de desemprego medida pelo IBGE supere os 10% nos meses de março e abril.

Os dados de emprego formal (CAGED) registraram redução de 800 mil vagas nos últimos três meses e as perspectivas para os próximos meses sinalizam novos números negativos pela frente. O noticiário das últimas semanas foi repleto de anúncios de demissões e negociações entre empresários e sindicatos, que devem aparecer nos indicadores oficiais de emprego ao longo dos próximos meses.

Os dados do IBGE surpreenderam com a piora registrada neste início de ano. A taxa de desemprego subiu de 6,8% em dezembro para 8,2% em janeiro, registrando uma piora muito acima do padrão sazonal para o período. O número de desocupados em janeiro foi 20% superior ao de dezembro. Na comparação com janeiro do ano passado houve também um aumento tanto na taxa de desemprego quanto no número de desocupados.

Em termos dessazonalizados, os indicadores do IBGE mostram uma piora das condições do mercado de trabalho desde setembro. Agosto registrou o melhor resultado da série, com 7,4% de taxa de desemprego, valor que encerrou o ano em 8,1% e subiu para 8,6% em janeiro. Para os próximos meses, estimamos que este indicador também se aproxime dos 10%.

A piora das condições do mercado de trabalho é somente mais uma evidência dos impactos da crise internacional sobre a economia brasileira. Na ausência de perspectivas de uma solução rápida para a crise do sistema financeiro mundial, fica muito difícil ver um cenário mais favorável para a economia global e, consequentemente, para a economia brasileira. Sendo assim, o mercado de trabalho também não deve trazer boas notícias no curto prazo.

Maristella Ansanelli
Flávio Mendes

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Bridgestone usará listras verdes para diferenciar pneus

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Fonte: F-1 na Web – Lucas Martins

A Bridgestone confirmou que irá utilizar-se de marcas verdes em seus pneus, no intuito de diferenciar os dois diferentes compostos que devem ser utilizados durante uma corrida. Em 2008, a diferenciação entre os pneus era feita através de uma listra branca, mas o retorno dos pneus slick gerou a mudança para este ano.

A companhia japonesa revelou que haverá uma maior diferença entre os dois tipos de pneus. Até agora a empresa fornecia um pneu macio e outro super macio. Em 2009, todas as equipes deverão usar compostos super macios e médios macios,no decorrer das provas.

Hirohide Hamashima, diretor de desenvolvimento da Bridgestone, acredita que desta forma a Fórmula 1 se tornará mais excitante. “Os pneus não irão variar apenas em termos de dureza. Temos trabalhado com pneus que aquecem rapidamente proporcionado voltas rápidas, e também com aqueles de maior duração”, disse Hamashima.

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Vipal: deixe a crise para trás

campanha_vipal2Uma das mais importantes empresas de produtos para reforma e reparo de pneus do mundo, a Vipal lançou a sua primeira campanha de mídia 2009 para transportadores e motoristas autônomos. Com uma mensagem otimista em relação ao momento da economia, a comunicação valoriza a importância da reforma de pneus como ferramenta de economia (um pneu reformado custa 60% menos, em média, com o mesmo desempenho e segurança), redução de custos e, consequentemente, uma aliada para sair das dificuldades causadas pela crise mundial.

Intitulada “Deixe a Crise para trás e arranque bem em 2009 com a Vipal” a campanha estará nas principais revistas do trade de transportes, jornais e rádios como a Jovem Pan, CBN e Rádio Gaúcha, entre outras.

Por que reformar? A reforma de pneumáticos, que no Brasil atinge 70% da frota de transporte de carga e passageiros, pode reduzir o custo do km rodado em mais de 50%. A Vipal também oferece garantia até a terceira reforma, através de seu exclusivo sistema RQG (Reforma Qualificada e Garantida).

E mais, a atividade é “verde”. Cada pneu reformado economiza, em média, 57 litros de petróleo. Ou seja, mil reformas economizam petróleo para abastecer 2000 caminhões. Ao levarmos em consideração que o petróleo é um recurso natural caro e não renovável eis aqui mais um grande benefício da nossa atividade: economizar o chamado “ouro preto”.

O mesmo vale para a redução do consumo de energia elétrica. A reforma proporciona uma economia de 80% de energia e matéria-prima em relação à produção de pneus novos.

Isto é, você economiza e ainda contribui para a preservação do meio ambiente.

Perfil da Vipal -A Borrachas Vipal é uma das mais importantes fabricantes mundiais de produtos para reforma e reparos de pneus e câmaras de ar. Presente em todos os continentes tornou-se referência não só em seu segmento, mas do setor produtivo por conta da qualidade dos seus produtos, ética nos processos de gestão e esforços em prol da sociedade e do meio ambiente.

Uma história que começou a ser construída em 1973, em Nova Prata, interior do Rio Grande do Sul, quando Vicencio Paludo, proprietário de uma reformadora, decidiu investir na produção de remendos e manchões.

Hoje, a Borrachas Vipal, pioneira na utilização da tecnologia de vulcanização a frio, possui unidades fabris em Nova Prata, mais de 3.600 colaboradores, exporta para todos os continentes e conta com centros de distribuição localizados nos principais estados brasileiros, países da América do Sul, América do Norte e Europa. Este ano inaugurou uma unidade de produção em Feira de Santana (BA).

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Lei do airbag pode tirar Brasil do atraso na segurança automotiva

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airbag_daimlerQuando se trata de questões automotivas, o Brasil é uma espécie de contra-referência. Seja em plataformas de veículos, reestilizações ou em novas tecnologias. Os produtos oferecidos aqui perdem feio quando comparados aos vendidos em outros países. E é na segurança que esta desvantagem torna-se mais visível, quando comparada aos modelos dos Estados Unidos e da Europa.

Enquanto os norte-americanos já têm como obrigatório o uso de airbags frontais desde 1999 e regulamentam o uso de airbags externos para a proteção dos pedestres em caso de atropelamento, a legislação brasileira tenta aprovar a primeira lei para exigir o uso de airbags frontais, em 2012. O projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) já passou pela Câmara dos Deputados e vai para a aprovação no Senado Federal. Atualmente, apenas algo em torno de 10% dos carros vendidos no Brasil vêm com airbag de série.

A pequena aplicação de airbags no mercado brasileiro é um aspecto cultural e não apenas financeiro. “O brasileiro prefere gastar em sistema de som em vez da segurança. Se o airbag fosse obrigatório, os impactos no preço seriam mínimos, já que afetariam a todos os fabricantes”, analisa o consultor técnico da Fiat Carlos Henrique Ferreira. As montadoras também têm sua “culpa” — e, principalmente nos segmentos dos compactos, não estimulam a venda do equipamento, o que explica a grande defasagem brasileira.

Em alguns carros, o airbag é impraticável: casos da Kombi, da Volkswagen, e do Mille, da Fiat. Estes dois modelos tendem a desaparecer, caso a lei seja sancionada. Tarefa mais fácil vivem as montadoras que vendem modelos mais contemporâneos. E, mesmo assim, mudanças podem ocorrer. “Temos o airbag como item de série em nossos modelos, mas nosso fornecedor é internacional”, conta Mário Furtado, gerente de marketing da Nissan.

Com isso, uma nova tendência começa a surgir no mercado automotivo. A “nacionalização” do airbag entra na agenda das fabricantes de itens de segurança. Hoje em dia, um par de airbags custa, em média, entre R$ 1.500 e R$ 2.500. No Brasil, a Takata Petri e a Autoliv montam airbags em Jundiaí e em Taubaté, respectivamente. A Autoliv produz 150 mil airbags por ano, enquanto a Takata alcança os 700 mil ao ano, embora tenha uma capacidade produtiva de 1 milhão no mesmo período. Porém, a maioria dos componentes vem de fora, tendo poucos elementos feitos no Brasil.

Uma novidade no mercado nacional é a TRW Automotive, que vai trazer a produção de airbags para cá. A fabricante já possui nove plantas ­em terras brasileiras (onde produz sistemas de freios, de direção, cintos de segurança, entre outros equipamentos) e iniciará a produção des bolsas infláveis no início de 2009. Sem contar o dispositivo que infla o airbag — a cápsula explosiva –, o produto é quase todo feito aqui.

“Se a lei for aprovada, tentaremos fazer um produto totalmente nacional. Em 2014, já pretendemos ter um airbag brasileiro”, confirma Wilson Rocha, diretor de vendas e engenharia da TRW Automotive. A empresa atualmente importa airbags para alguns modelos da Fiat, Peugeot, Citroën, Ford e Honda.

Bolsa estrangeira
Enquanto essa nacionalização não é uma realidade, a importação ainda é a saída para as montadoras e fabricantes de itens de segurança. A situação favorável da moeda brasileira no cenário internacional ajuda. “O custo chega ao consumidor, já que não há uma política de incentivo fiscal diferenciada para esses equipamentos”, critica Alexandre Cury, gerente de pós-venda da Honda.

Segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o pequeno uso de airbags aliados a outros fatores, como a falta de informação da população e má conservação das estradas nacionais, contribuem para que anualmente morram entre 38 mil a 45 mil pessoas vítimas do trânsito. “Temos de agir a curto prazo. A instalação do airbag reduz a gravidade do acidente e o número de mortes”, diz Marcelo de Siqueira, diretor de estudos regionais e urbanos do Ipea.
(por Bernardo Feital)

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BS Colway volta ao mercado e quer contratar 5 mil

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Enquanto algumas fábricas multinacionais de pneus demitem e cancelam contratos com terceiros no Rio e em São Paulo, a paranaense BS Colway, instalada em Piraquara, coloca em prática seus planos de expansão, fechando acordo com uma fabricante taiwanesa de pneus. A fábrica de remoldados, paralisada em dezembro de 2007 depois da proibição da importação de pneus usados, negociou com a Maxxis a compra de 1,2 milhão de pneus novos para os próximos doze meses. De imediato, a BS Colway está contratando 22 representantes comerciais em todo o Brasil, para reforçar as vendas de 150 mil pneus por mês até o final deste ano e 200 mil em 2010. Nos próximos dez anos o grupo BS Colway pretende contratar mais de 5 mil trabalhadores para os seus centros automotivos. “Gerar empregos é a maior missão dos empresários no Brasil”, afirmam os diretores da BS. A Maxxis fornece pneus para as montadoras brasileiras General Motors e a Fiat, além de outros fabricantes de automóveis nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

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MPF/PE denuncia grupo que praticava fraudes em importações de pneus

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Extraído de: Ministério Público Federal –  30 de Janeiro de 2009
Esquema tinha núcleo em Pernambuco e ramificações em outras unidades da federação e nos Estados Unidos. Mais de 101 milhões de reais deixaram de ser recolhidos aos cofres públicos
O Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF/PE) denunciou à Justiça Federal 15 pessoas envolvidas com fraudes em importação de pneus novos de países asiáticos. O grupo montou uma estrutura para forjar documentos que eram apresentados à Secretaria da Receita Federal e, com isso, reduzir a incidência dos tributos devidos pela importação dos pneus.
Após cálculo das receitas omitidas, verificou-se que o grupo deixou de recolher aos cofres públicos tributos que correspondem ao total de R$ 101.370.753,17, o que poderá ensejar condenação penal de 55 anos de reclusão para cada um dos denunciados.
A organização criminosa tinha seu núcleo no Recife e ramificações em outras cidades brasileiras, dentre as quais Brasília (DF), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). O esquema fraudulento também ocorria em Miami, no Estados Unidos. Uma das empresas envolvidas na fraude era a Alpha Trading Comércio, Importação e Exportação Ltda, também conhecida como Alpha Pneus, com sede no Recife.
Mas, de acordo com a denúncia do MPF/PE, os acusados estabeleceram oito sociedades brasileiras e três estrangeiras no intervalo de aproximadamente 12 anos. O objetivo de se criar diferentes sociedades, uma após a outra, era dificultar o trabalho do fisco, da polícia judiciária, do Ministério Público Federal e do Poder Judiciário, bem como a identificação de responsabilidades.
Conforme as apurações do MPF/PE, o grupo lesava o fisco federal e o estadual, a Administração Pública e a ordem econômica, uma vez que o esquema gerava concorrência desleal entre os agentes participantes de mercado. As fraudes nas importações permitiam a revenda dos pneus no mercado interno a preços com os quais as empresas em funcionamento lícito não poderiam competir, em razão da menor carga tributária incidente sobre as mercadorias do grupo criminoso. As fraudes foram realizadas entre os anos de 1997 e 2001.
Acusados – Constam como réus na ação: Apolo Santana Vieira, Matteo Bologna, Marco Arce, Rodrigo Arce, Eduardo Manoel Priori Ferreira da Silva, Maria das Graças Queiroz Gomes, Antônio Henrique Vieira Nunes, Carlos Rafael de Santana, Maria Silza Pereira de Lavor, Joselma Gonçalves da Silva, Eudes Queiroz Gomes, Walter da Silva Vieira, Robson Magno Conceição Fonsêca, Gil Tavares de Freitas e Evandro Antônio do Nascimento. Eles são acusados pelo MPF de crimes contra a ordem tributária e contra o sistema financeiro nacional.
Para cometer as fraudes, os denunciados utilizavam-se da falsificação material de documentos, da prestação de informações ideologicamente falsas à Receita Federal e a entes públicos diversos, da venda subfaturada de pneus no mercado interno, com uso de notas fiscais falsas, contabilidade paralela, e, ainda, da utilização do sistema financeiro nacional para lavagem do dinheiro, com posterior evasão de divisas.
Além de crimes contra a ordem tributária, os réus também são processados em outra ação penal pública ajuizada pelo MPF/PE (2002.83.00.006661-5) por outras atividades criminosas.
Empresas envolvidas no esquema fraudulento:
Alpha Internacional Comércio, Importação e Exportação Ltda.;
Alien Road Pneus Representações, Comércio, Exportação e Importação Ltda.;
Mixim Comércio Importação e Exportação Ltda.;
Vieira Nunes Comércio Ltda. ME;
Maryland Comércio, Importação e Exportação Ltda.;
Kruger Comércio, Importação e Exportação Ltda.;
Austin Importação e Exportação Ltda.;
DMarcas Comércio Ltda.;
Ama Import & Export, Corp.;
Free Way Capitals, Corp. (às vezes também identificada como Freeway Capitals, Inc., ou Freeway Capitals Corp. ou Freeway Capital Corp.);
RAM Trading International, Inc.
Ações Penais nº. 2009.83.00.001580-8 (4ª Vara), 2009.83.00.001581-0 (13ª Vara), e IPL nº. 2005.83.00.008452-7 (4ª Vara).
Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República em Pernambuco
(81) 2125-7348

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Para Fiesp, crise não dá sinais de que vai acaba.

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A queda do nível de emprego na indústria de transformação paulista em janeiro foi a mais acentuada para o mês desde 2002, quando começou a atual série histórica do indicador calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), informou o diretor do departamento econômico da entidade, Paulo Francini. “O mundo não assistia a uma crise dessa dimensão há décadas. Isso nos faz presenciar indicadores recordes”, afirmou.

Foram fechadas 32,5 mil vagas na indústria paulista em janeiro, o que representa uma queda de 1,86% em relação a dezembro, com ajustes sazonais. Na série sem ajuste, o recuo foi de 1,34%. Na comparação com janeiro de 2008, o a queda foi ainda maior, de 2,22%.

No período analisado, entre os 22 setores abordados pela pesquisa, 19 demitiram, enquanto apenas 2 setores contrataram e 1 permaneceu com o mesmo quadro de funcionários de dezembro. “O Brasil ingressou na crise, não dá para negar. Ela é rigorosa e não está dando sinais de que vai cessar”, disse Francini.

O setor de veículos automotores foi o que mais demitiu, com corte de 7.804 empregos. Confecção de vestuário e acessórios perdeu 4.309 vagas e o de produtos de borracha e de material plástico cortou 3.699 empregos. Os únicos setores que contrataram em janeiro foram os de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com 593 novas vagas, e o de produtos diversos, com 248 postos.

Na análise de diretorias regionais, o nível de emprego no conjunto das cidades do interior paulista caiu 1,38% e, na região da Grande São Paulo, recuou 1,19%. A cidade com maior baixa no nível de emprego industrial foi Jaú, com queda de 5,07% no indicador, pressionada principalmente pelo setor de produtos alimentícios.

A Fiesp apresentou ainda o índice Sensor – indicador que aponta a percepção dos empresários a respeito das perspectivas econômicas – relativo à primeira quinzena de fevereiro. O nível de 50 pontos aponta neutralidade. O Sensor sinaliza que a situação do nível de emprego no Estado não deve melhorar, pois esse quesito marcou 42,6. O indicador de confiança da indústria ficou ainda menor, em 41,4 pontos. A pior percepção, contudo, foi em relação aos estoques, cujo índice ficou em 32 pontos. “Este é um dado preocupante, pois indica que a indústria continua estocada”, disse Francini.

Vanessa Dezem, Valor Online, de São Paulo
16/02/2009

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